segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

João 14. 16 e 17 – A Respeito do Espírito Santo

Esses dois versículos de João fazem parte da conversa que Jesus teve com seus discípulos a respeito de sua partida, do seu encontro com o Pai nos céus. Como Ele o diz no versículo 3 do mesmo capítulo, sua partida tinha como propósito preparar  um lugar para nos receber: "E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também".
Mas ainda que essa afirmação se nos mostre como consolo, como um alívio, o sentimento dos discípulos, naquele momento, foi de ansiedade e de temor! Afinal,  em versículos anteriores, Jesus já havia contado como seria traído por um deles e que, em breve morreria pelos pecados de toda humanidade, cumprindo, assim, a vontade do Pai, manifesta desde o princípio. Mesmo assim, com o propósito de confortá-los, Jesus deixou algumas recomendações a respeito do Consolador - do espírito da Verdade, aquele que lhes ensinaria e lhes lembraria de tudo o que  Ele havia ensinado (João 14.26). Dessa maneira os discípulos estariam  prontos a testemunhar (Atos 1.8) e a pregar a palavra de Deus a toda criatura.

Muito tempo mais tarde, depois que Jesus voltou para junto do Pai, nós também recebemos da parte dele, o Espírito Santo. E, da mesma maneira como ele se fazia presente no coração do homem daquele tempo, Ele também se manifesta em nossos corações nos dias de hoje! A semente (o Espírito Santo) passou a germinar em nossos corações, através da Palavra de Deus, e passamos a ver o mundo com outros olhos! É o que nos diz o versículo da Primeira Carta de João 3.9: "Todo aquele que é nascido Deus não vive na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus". 

Dessa maneira, o Espírito Santo passa a nos guiar em todas as nossas escolhas, sejam elas as mais simples e cotidianas – como assistir a um filme, visitar um amigo ou ficar em casa, na internet, ou ainda, em decisões de suma importância, como, por exemplo, que cargo quero exercer em minha igreja, que profissão que quero seguir, ou com quem desejo me casar... Seja o que for, quando os Espírito passa a nos habitar, desejamos fazer tudo em louvor a Deus. Sentimos o mesmo desejo, o mesmo impulso do cego que voltou a ver, e nossa vontade é adorar, adorar e adorar: "Então, afirmou ele: Creio Senhor; e o adorou. (João 9.38)

De modo que o Espírito Santo nos capacita e nos faz desejar somente a vontade de Deus. É uma pena que, em muitos momentos, sejamos na prática desse louvor. Quando, por exemplo, desejamos fazer nossa própria vontade é porque estamos negando a soberania de Deus em nossas vidas. Estamos fazendo o mesmo que  Pedro fez quando negou conhecer a Jesus, estamos imitando a atitude dos fariseus que, mesmo conhecendo a palavra de Deus, não creram na divindade de Jesus e, por fim, o crucificaram. E, assim como eles, muitas vezes preferimos não ver a verdade de Deus. "Respondeu-lhe Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum; mas, porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado" (João 9.41).

Mas o Espírito Santo habita sobre todos aqueles que crêem, verdadeiramente, no Filho de Deus, a saber, Jesus Cristo! E o Espírito Santo, nosso Consolador, é quem nos ajuda a enfrentar as adversidades deste mundo, principalmente contra a adversidade daqueles que não o vêem e que não o conhecem. O Espírito consola a nossa dor e está sempre conosco até que Jesus retorne para, enfim, mudar nossos nomes e nos levar para o lugar que nos preparou. Como Ele mesmo o disse: "voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também".

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

1 João 3. 11 – A respeito do amor ao próximo

João, nesta passagem, está aconselhando aos crentes da Asia Menor a respeito de como poderiam reconhecer, ou ainda praticar, o ensinamento verdadeiro da palavra de Deus. Parece contraditório falar assim, mas a igreja naquele momento sofria, tenazmente, com o ataque de falsos mestres – e, consequentemente, suas falsas doutrinas. Nesse sentido, a carta de João, dentre muitos ensinamentos, também faz algumas recomendações a respeito de como os fieis daquela época poderiam reconhecer os verdadeiros filhos de Deus. A saber, aqueles que levassem, efetivamente em prática, o amor aos demais irmãos, além de viverem, pessoalmente, o cumprimento desse mandamento.

Sendo assim, o apóstolo João deixa claro que o ensinamento a respeito do amor ao próximo não é nenhuma novidade. Ele se faz presente desde o princípio da aliança de Deus com o povo  e, principalmente, nos dez mandamentos (Ex. 20. 12-17). Dessa forma, o versículo retoma os princípios já estabelecidos no Velho Testamento e exorta a todos os verdadeiros fieis que permaneçam nessa prática, já que ele é um mandamento reafirmado por Jesus como um dos principais. Assim, o versículo, também pode ser entendido como uma recomendação pessoal. Se fizéssemos, a título de curiosidade, uma comparação do versículo 11 da carta de João, com os Dez Mandamentos, chegaríamos a uma divisão metodológica que pode ser percebida na estrutura do texto de Êxodo 20. 3-17. Os primeiros 4 mandamentos dizem respeito ao amor a Deus e os outros 6 ao amor ao próximo – que é o tema de nosso versículo, veja:

Mandamentos a respeito do amor a Deus

1. Não terás outros deuses diante de mim (Ex 20.3).
2. Não farás para ti imagem de escultura (Ex 20.4a).
3. Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão (Ex 20.7a).
4. Lembra-te do dia de sábado, para o santificar (Ex 20.8).


Mandamentos a respeito do amor ao próximo

5. Honra teu pai e tua mãe (Ex 20.12).
6. Não matarás (Ex 20.13).
7. Não adulterarás (Ex 20.14).
8. Não furtarás (Ex 20.15).
9. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo (Ex 20.16).
10 Não cobiçarás a casa do teu próximo (Ex 20.17a).


Não é por nada que, depois de muitos anos, já no Novo Testamento, Jesus, ao ser inquirido pelos fariseus a respeito de qual seria o grande mandamento, respondeu: 
Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas (Mateus 22.37-40).


Jesus resumiu em dois mandamentos os fundamentos básicos do evangelho, a saber, o amor a Deus e o amor ao próximo. E o mais interessante a ser notado é que a prática de um desses mandamentos requer, também, a prática do outro! Ou seja, aquele que ama verdadeiramente a Deus, consequentemente, procura cumprir os mandados Dele e, por conseguinte, amará o seu próximo por amor a Ele. De modo que seria impossível que um cristão afirmasse que ama a Deus, sem que consiga amar este, ou aquele irmão. Por essa razão somos indesculpáveis quando deixamos de amar ao nosso próximo. Deus nos ajude e nos dê, a cada dia mais e mais amor a Ele e, também, ao nosso próximo.

Macanudo # – Liniers


"Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê" (1João 4.20).
"Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos" (1João 5.2).

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

1João 3.2 – Semelhantes a Ele

Depois que reconhecemos Deus como nosso Pai, mudamos nossas vidas e, assim, toda atividade ou todo pensamento, é realizado apenas com um fim: o de glorificarmos o nosso Pai, como diz o versículo: "mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor..." (Jr 9.24a). Logo, já não há mais sentido buscarmos nossos próprios interesses... Nosso anseio é realizar, em todas as atividades – sejam elas rotineiras ou não, a vontade de Deus! Porque estamos esperando ansiosamente por aquilo que ainda não se manifestou, a saber a renovação perfeita do nosso corpo e do nosso espírito.

E ainda que a Bíblia revele discretamente apenas alguns detalhes a respeito de como será nossa existência depois da vinda de Cristo, nossa mente, por vezes, tenta imaginar esse momento. O versículo nos revela que, depois da redenção, não seremos iguais a Deus, mas seremos semelhantes a Ele. O que nos faz lembrar da passagem que descreve a criação do homem à imagem e semelhança de Deus: "Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme nossa semelhança... Mas só podemos chegar até aí. O que passar disso é especulação, ou alegoria.

Muitos artistas tentaram representar aquilo que a Bíblia não detalhou. Escritores como John Milton, Dante Aliguiere, William Blake, etc. Ou, mesmo, pintores como Caravaggio, Rembrandt, Gustave Doré, entre outros.

Ilustração de Gustave Doré

"Do porte seu também logo exalaram
O espírito de amor, graças, deleites
Que em toda a Natureza se esparziam.
Nisto ela foge e me deixou em trevas:
De repente acordei na ânsia de achá-la
Ou de carpir sem causa a perda sua,
Abjurando prazer que não fosse ela.
No entanto, quando menos a esperava,
Não longe a vi, tal como a vira em sonhos
Adornada de quanto o Céu e a Terra
Para fazê-la amável possuíam.
Ei-la que vem: condu-la o Autor celeste,
Guiando-a com sua voz, porém não visto:
Dos ritos conjugais vem informada,
Da santidade e candidez das núpcias:
Nos olhos traz o Céu, no andar as graças,
O amor e o brio nas maneiras todas.
Em tantas perfeições eu enlevado,
A erguer assim a voz fui compelido:
— “Ela volta!... Dissipa-se o meu susto!"

(Jonh Milton - Paraíso Perdido, canto IX)

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

1João 3. 1 – Filhos de Deus

1João 3.1 (ARA)
De fato, podemos ver esse amor de que fala João. Deus, em sua infinita misericórdia nos adotou como seus filhos, ainda que nossa natureza humana, muitas vezes, anseie o pecado e desagrade a vontade Dele. Daí entendermos por que este é um grande amor – ou seja, por que Ele não levou em conta o nosso pecado, mas nos amou mesmo sendo conhecedor das nossas imperfeições, tornado-nos, assim, seus filhos.

A partir daí entendemos melhor nossa relação filial com o Pai. Por exemplo, quando estamos inseguros geralmente procuramos o auxílio dos nossos pais, porque eles são pessoas em quem confiamos e que geralmente são mais experientes e podem nos ajudar a tomar decisões difíceis na vida – uma postura que, aliás, é Bíblica (Pv.15.5). Da mesma forma, quando procuramos nosso Pai Celeste, fazemos isso porque temos plena confiança de que Ele é perfeito, de que Ele nos conhece mais do que a nós mesmos, de que conhece, também os nossos próprios pais e  que, portanto, toda e qualquer atuação de sua parte é perfeita e agradável aos seus filhos, ainda que em alguns casos incompreendida.

Essa confiança que nos é comum, muitas vezes causa estranhamento às pessoas que nos cercam, principalmente àquelas que tem o costume de reconhecer em nossa personalidade traços que, naturalmente, herdamos dos nossos pais naturais. E, justamente, por esse costume soamos estranhos a muitas pessoas, porque elas, simplesmente, não conseguem reconhecer em nossas atitudes, em nossos trejeitos, a influência do nosso Pai Celeste porquanto  ainda não conheceram a Ele. O que nos cabe é mostrar a essas pessoas de quem somos realmente filhos, de quem puxamos essa ou aquela maneira de agir. De quem herdamos nossa natureza espiritual e, portanto de quem nos tornamos irmãos, a saber – Jesus Cristo, o filho de Deus (Gálatas 3:26-29).

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O Senhor é forte refúgio II

Macanudo #1 - Liniers

Quando olhamos para o primeiro quadro da tirinha, somos levados a prever que o tranquilo e simpático senhor de chapéu irá, inevitavelmente, escorregar e cair na casca de banana. Como se não houvesse uma outra saída para ele. Como se homem tranquilo + casca de banana, fossem = a homem escorregando na casca de banana! Talvez fosse esse o mesmo desejo dos inimigos de Davi, que esperavam, às ocultas, que o Rei se precipitasse e deixasse o seu forte refúgio: o Senhor.

Essa simples equação não deixa de ser realidade, também, em nosso cotidiano. Quantos de nós estamos, muitas vezes, na pele de Davi, ou desse simpático senhorzinho de Liniers, sendo observados a todo momento, à espera de um deslize? Nossos observadores podem não possuir um caráter bélico, ou estar armados com flechas, mas, com certeza, esperam nossa queda e, por conseguinte, a nossa ruína.

Contudo, a nossa esperança é o Senhor! Que ama a justiça, que sonda nossos corações e que nos espera no céu. Ele nos aguarda em seu santo templo, num dia em que contemplaremos a sua face e habitaremos juntamente com Ele. Até lá vamos ficar atentos a nossa vida espiritual, nos desviar do pecado, ou melhor, das cascas de banana,  e testemunhar ao mundo como o nosso Deus é nosso forte refúgio!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Salmo 11 – O Senhor é forte refúgio I


Salmo 11 (ARA)
Davi neste salmo parece revelar a sua total confiança em Deus. Por isso, antes de descrever as ações do ímpios ele estabelece a sua condição: No Senhor me refugio.

Somente então, ele menciona o conselho dado pelos ímpios. Eles descrevem o rei como um pássaro que, em meio ao medo, deve fugir para o monte à procura de abrigo - como se o Senhor não fosse um refúgio seguro, como se Davi devesse buscar, assim como eles, amparo em coisas terrenas.

Mas o rei vê nesses conselhos uma armadilha. Na verdade, o que os ímpios pretendem é derrotar os retos de coração em tempos de fraqueza. Assim, no momento em que eles deixarem o Senhor, o seu refúgio seguro, e se precipitarem em sua própria confiança, os ímpios estarão prontos, com seus arcos preparados, para dispararem contra os retos de coração. Pois eles julgam que se a confiança do justo for abalada, se os fundamentos de sua fé forem destruídos, já não haverá para eles abrigo e proteção.

Mas Davi parece colocar em contraste a descrição feita dos ímpios com a descrição que ele faz do Senhor. Enquanto os ímpios se preocupam em armar emboscadas, o Senhor é o refúgio dos seus justos. Ele está em seu santo templo, no céu, assentado em seu trono, observando atentamente tudo aquilo que fazem os filhos dos homens, tanto os justos como os ímpios.

E não é só isso, os ímpios se precipitam quando se esforçam em enganar os filhos de Deus, porque, na verdade, o Senhor está pondo a prova todos os homens. Aos justos a sua fé, aos ímpios, os frutos da carne (violência, engano etc), frutos que, aliás, Ele abomina. A esses o Senhor trará brasas de fogo, enxofre e vento abrasador - que serão o seu cálice, a sua recompensa.

Mas o Senhor, em sua infinita justiça, levará para junto de si os seus filhos, os justos, que, ao contrário dos ímpios, contemplarão a sua face, a face de Deus, e viverão eternamente em sua glória!

sábado, 12 de maio de 2012

A Conversão de Jack Sparrow

Mestre, que farei eu de bom,
para alcançar a vida eterna?


Até mesmo o capitão Jack já se perguntou sobre o que será de sua vida após a morte, principalmente em casos de "extrema necessidade". No filme, ainda que a sua confissão tenha sido feita com um tom de ironia e interesse - como sempre, aliás... - ela pode nos trazer uma reflexão proveitosa sobre nossa vida cristã e sobre o que temos feito para merecer a vida eterna com Deus (se é que isso é possível). Vamos ver o que o pirata mais conhecido de nossos dias fala sobre a vida após a morte:


Jack, depois de ter reparado no estado de cárcere e sofrimento de Serena - a sereia capturada pela tripulação, se volta ao clérigo, em tom duvidoso, lhe dizendo que estaria preparado para acreditar no que fosse preciso para "ser bem vindo naquele lugar para onde os bonzinhos querem ir". Uma reação, aparentemente natural a qualquer pessoa, já que materialmente falando, estamos acostumados a fazer trocas para obtermos aquilo que necessitamos desde que o homem decaiu do seu estado de graça: "No suor do rosto comerás o teu pão..." (Gênesis 3.19). Mais natural ainda é perceber que um simples esforço intelectual poderia livrar o picaresco personagem de uma condenação eterna.

Mas e a conversão de que fala o missionário? Bem, a conversão sincera é um milagre de Deus, ela não está baseada em nenhum tipo de troca. Ela somente se dá quando negamos totalmente a nossa natureza humana e nos colocamos diante de Dele como pó, "porque tu és pó e ao pó tornarás"(Gênesis 3.19). Não é uma disposição que nasce do coração do homem, mas é obra do Espírito Santo, que nele desperta  a necessidade e o desejo de reconhecer o seu Criador e de louvá-lo enquanto propósito de sua existência. Sendo assim, não há nada que o homem possa fazer, não há conduta, não há obras, dinheiro, não há compreensão intelectual (João 3.1-10) que, por si só, revele a graça redentora de Deus.

Depois do diálogo entre Jack e o clérigo, somos levados a outro plano. Através do enquadramento da câmera passamos a reparar no sofrimento de Serena. Capturada e presa numa espécie de aquário, ela se sente sufocada, já que agora passa a respirar como os humanos e, por isso, necessita de ar tanto quanto os demais. Percebendo essa necessidade o clérigo se aproxima e, ainda que desprezado pelo intendente, abre uma fissura no aquário e permite, então, que ela viva e mantenha-se respirando graças à Bíblia que é depositada na fechadura do recipiente. Ainda que essa cena do filme se apresente, aparentemente, sem propósito, ela nos faz lembrar um pouco o nosso sofrimento neste mundo.

A cena dura pouco mais que um minuto e ainda que tenha sua importância, o tema da conversão não é o objetivo principal do filme. Mas ela nos faz lembrar de outra passagem que, ao meu ver é ainda mais interessante:

Lucas 24. 44-47
44 A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. 45 Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras; 46 e lhes disse: Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia 47 e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém.

Este é o momento em que Jesus, depois de haver ressuscitado, aparece aos discípulos pela segunda vez.  Antes de subir aos céus, Ele lhes explica as Escrituras e, como filho de Deus, confirma e reafirma, através do seu testemunho, o cumprimento da Palavra. E não só isso... Jesus também dá entendimento aos seus discípulos para que compreendam as Escrituras, mostrando, assim, que o entendimento não está ao alcance do homem a não ser que Ele, através do seu sacrifício, o capacite. Dessa forma, os discípulos percebem o sentido de todo o plano redentivo - o motivo da morte de Cristo e a sua ressurreição ao terceiro dia, que, aliás, desde antemão já estava cuidadosamente anunciada.

A verdade é que Deus, através do seu filho Jesus Cristo, nos redimiu de nossos pecados e transformou nossas vidas! Não há como retribuirmos esse presente... nossas obras jamais poderão comprar, ou retribuir o sacrifício que Jesus fez por nós na cruz. Foi por meio Dele que recebemos o Espírito Santo (Atos 1.8), e foi por meio Dele que alcançamos entendimento. Muitas vezes, nos sentimos como Serena, como um peixe fora d'água neste mundo e  o nosso único conforto é a sua Palavra, que nos dá fôlego de vida! O que nos resta é pregar o arrependimento, esperando que a obra de Deus se realize na vida de todos, a começar por aqueles que em casos de "extrema necessidade" procuram o cuidado de Deus.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Onde Deus possa me ouvir (Vander Lee)

Estava em casa um dia desses e acompanhava, em meio aos afazeres, a minha mãe - a Dona Ádila, na faxina de casa. E ela tem o costume de fazer todas as atividades do lar ouvindo rádio, principalmente aquelas faixas que tocam música popular brasileira. E ouvi, por acaso, a canção de um compositor ainda pouco conhecido pelo grande público, mas que  tem chamado muito a atenção dos críticos, Vander Lee. E a canção que ouvi se chamava Onde Deus possa me ouvir, a qual transcrevo aqui, abaixo:


Onde Deus possa me ouvir

Sabe o que eu queria agora, meu bem...
Sair, chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo, um ombro
Onde eu desaguasse todo o desengano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém
Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender por que se agridem
Se empurram pro abismo,
Se debatem, se combatem sem saber
Meu amor...
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor...
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber

Me deixe aqui, pode sair
Adeus


É uma canção muito triste, mas ainda assim se trata de uma belíssima composição. Nela e o eu lírico parece retratar um estado de espírito inconsolável. Nem mesmo o seu amado(a) e seus "amigos" parecem lhe oferecer o conforto de que tanto procura. Não há lugar que lhe dê paz a não ser o "interior do seu interior" já que ele não entende por que há tanta tristeza, tanta agressão, tanto combate entre os homens. No fundo, seu desejo é que Deus ouça o clamor da sua dor, já que não pode compreender mais nada ao seu redor sendo a solidão a única coisa que lhe resta.

Francis Shaeffer, no prefácio de seu livro A Morte da Razão, nos diz que para comunicar a fé cristã de modo eficiente temos de conhecer e entender as formas de pensamento da nossa geração. Mas como podemos apreender essas formas de pensamento? De muitas maneiras... mas a principal delas é viver em comunhão com o nosso Deus e procurar estudar  a sua palavra,  procurando aplicá-la em nossa vida cotidiana estando, assim, sensível à voz do Espírito Santo que nos "guiará a toda verdade" (Jo 16.13), nos transformando em sujeitos críticos à toda manifestação de pensamento que não seja a verdade do nosso Deus.

O que dizer da canção? Que formas de pensamento (nas palavras de Shaeffer) estão implícitas alí? O apóstolo Paulo deixa bem esclarecido em sua carta aos Romanos que os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas (Rm1.20), ou seja, é com naturalidade que homem reconhece a existência de Deus, desde o início de todas as coisas e através da criação divina. Logo, essa busca pela religião (do latim religare, ou o tornar a se ligar com Deus) é inata à condição humana e é constantemente latente nas manifestações artísticas da atualidade.

Mas essa busca por Deus, que está claramente evidenciada na canção, não representa uma concepção clara a respeito da sua divindade. A verdade é que a frustração apresentada pelo eu lírico pode ser entendida como uma incapacidade da razão humana de compreender a existência de Deus. Ou seja, por mais que o homem procure encontrá-lo, a verdadeira conversão se dará somente quando Ele se der a conhecer ao homem que, por sua vez, crescerá na graça e no conhecimento de nosso Senhor  e Salvador Jesus Cristo (2Pe 3.18).

Por assim dizer, esta é uma das formas de pensamento da nossa atual geração: a cotidiana solidão e a procura, ainda que inconsciente, da presença de Deus. Creio que o que nos cabe é fazer valer a palavra de Deus quando diz que devemos ir, por todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura (Mc 16.15), sabedores de que o mundo carece da palavra de Deus e de que o nosso papel enquanto criaturas é viver de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus (Cl 1.10).

quinta-feira, 26 de abril de 2012

1João 2.7

Amados, não vos escrevo mandamento novo, senão mandamento antigo, o qual, desde o princípio, tivestes. Esse mandamento antigo é a palavra que ouvistes.
Ainda que a carta de João seja um gênero textual, à primeira vista, distante de nós leitores - dada a sua linguagem verbal não muito comum e, também, sua distância histórica, é possível perceber que o autor, em todos as suas referências aos crentes da Ásia Menor, trata com carinho, com verdadeiro amor fraternal, os leitores de sua época, basta reparar nos demais versículos (1João 2.12; 18; 3.7. 4.1; 7, etc.)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

1João 2.5b - 6

Nisto sabemos que estamos nele: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.
Ao final da perícope, João parece encerrar o assunto propondo um resumo sobre suas recomendações, a saber: permanecer nos ensinamentos que Jesus nos deixou requer uma atitude espiritual e prática. Espiritual porque, como vimos, exige que guardemos os mandamentos, e prática porque devemos transformar em atitude tudo o que aprendemos com os seus mandamentos. Logo, permanecer nos ensinamentos de Jesus é se mostrar totalmente entregue a Deus e a sua palavra. "Andar" é um verbo que expressa uma atividade física, mas que pode representar, aqui, uma tomada de atitude, ou seja, seguir os passos de nosso Senhor Jesus é, também, mover toda a nossa vida para o seu caminho e andar - testemunhar, assim como Ele o fez, enquanto viveu entre nós.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

João 2.5

Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus.
Devemos guardar a palavra de Deus e somente, assim, seremos aperfeiçoados em seu amor. O versículo, de tão bonito, faz lembrar a história de um garoto que, ainda que muito pobre, certo dia recebeu um presente de seu Pai. Um presente que ele não esperava e que lhe parecia mais precioso do que tudo que um dia imaginara ganhar. O garoto fazia festa com o brinquedo, carregava-o para todo canto, o exibia com orgulho entre os colegas e, às vezes, com o coração muito apertado, o emprestava para os melhores amigos... Sim, esse garoto guardava o seu brinquedo, mas não numa caixa, numa prateleira, ou numa gaveta esquecida. Ao contrário: ele cuidava para que o presente estivesse a todo momento junto dele, já que o fazia lembrar daquele que ele mais amava, seu Pai.

sábado, 21 de abril de 2012

1João 2.4

Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.
João mostra, aqui, que  conhecer ao Senhor superficialmente não representa muita coisa. Afinal, até mesmo o Diabo e seus cúmplices afirmam conhecer a Palavra de Deus (Mateus 4.5,6 e Tiago 2.19)! Mas o versículo parece estabelecer uma relação inseparável entre o conhecimento de Deus e a prática dos seus mandamentos. Como se o conhecimento - a fé em Deus, fosse inseparável das obras que esse mesmo conhecimento desperta no coração do homem. Logo, aquele que diz conhecê-lo, somente dá prova disso quando vive cotidianamente os seus mandamentos, caso contrário é um "mentiroso" e nele não poderá ser encontrada a "verdade" da parte de Deus...

sexta-feira, 20 de abril de 2012

1João 2.3

Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardarmos os seus mandamentos.
João deve ter passado por momentos indescritíveis na companhia de Jesus. Podemos dizer, com certeza, que ele o conhecia, prova disso são o evangelho e as cartas que o próprio apóstolo nos deixou para que assim como ele, passássemos a conhecer melhor ao nosso Deus. De fato, não tivemos a oportunidade de conviver com Jesus, não presenciamos seus milagres, mas ainda, assim, Ele nos deixou o Consolador - o Espírito Santo, que está conosco todo o tempo, nos confortando e nos protegendo. E é por isso que quando nos perguntam sobre nossa experiência com Deus podemos dar certeza de que ela também é indescritível! Ela se revela a nós de maneira espiritual e se transforma em prática cotidiana conforme nós guardamos os mandamentos do nosso Senhor.

terça-feira, 17 de abril de 2012

1João 2.2

e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mais ainda pelos do mundo inteiro.
Sim, como nosso Advogado, Jesus Cristo se ofereceu como propiciação - como cordeiro intercessor. Ele se entregou à morte para livrar seus filhos do pecado, acabando, assim, com a separação que havia entre Deus e o homem. E, diferentemente, do que muitos falsos mestres apregoam, sua morte não cobriu apenas o pecado desta, ou daquela denominação religiosa. Jesus morreu por todos, por todos os seus filhos, por aqueles que já foram para junto do Pai, e por aqueles que ainda estão para nascer. De modo que não há sacrifício mais perfeito que o seu e, justamente porque é perfeito, é que pôde nos alcançar e nos redimir de nossos pecados.

sábado, 14 de abril de 2012

1João 2.1b

Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo;
João, na segunda parte do versículo, parece tratar do pecado como um acidente, posto que todas as recomendações a respeito do testemunho e da comunhão entre os cristão foram mencionados no capítulo anterior. A conjunção "todavia" reforça essa interpretação e aponta, também, para uma vida cristã que é livre do pecado. Livre porque, ainda que tenhamos uma natureza pecaminosa - e pequemos... fomos redimidos pelo sangue de Jesus Cristo, sendo Ele o nosso Sacerdote, o nosso Intercessor, o nosso Advogado junto ao Pai. Ele, que não somente nos livrou de nossa culpa através de justo juízo, mas também nos deixou o Consolador, que nos conforta e dirige nossas vidas enquanto viventes neste mundo.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

1João 2.1a

Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis.
É muito bonito ver o tratamento usado por João ao se referir aos crentes da Igreja da Ásia Menor: "Filhinhos meus..." E isso, com certeza, nos ensina a maneira como devemos aconselhar aqueles a quem amamos... Embora nos versículos anteriores o apóstolo esteja exortando de maneira severa os crentes daquela região contra falsos ensinamentos - disseminados por possíveis gnósticos, não é com grosseria ou superioridade que o faz, mas com amor e temperança. Como se estivesse, de fato, cumprindo um papel de paternidade junto aos seus filhos. E, assim como ele, devemos aconselhar aqueles irmãos que se acham desorientados por falsos ensinamentos, ou desanimados por qualquer motivo que seja... Devemos exortá-los como a irmãos, ou mesmo como a filhos - imitando, assim, o mesmo amor que o Pai tem dispensado a nós.

Deus é nossa Luz! - II

Agora, a continuação...

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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Deus é nossa Luz! - I

Pessoal,

essa é a primeira parte da aula da Escola Dominical do dia 18/03/2012. Uma pena que não tenha conseguido carregar as imagens e os mapas... Mas o conteúdo está todo aí:


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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Pedacinho de Deus


















Uma simples borboleta lembra Deus

E o seu tamanico mostra, também, a medida de Deus.
Porque se Deus é infinito em grandeza,
Ele também é infinito em pequeneza.
Ah! Um Deus de todos os tamanhos
É que é, sim, um Deus de verdade!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Depois de Jesus já não há mais pedra no caminho...

O Drummond escreveu o poema:

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.


Mas com de Jesus já não há mais pedra no caminho. E é por Ele que agora vivemos:
"Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém! "
(Judas 24 e 25)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Hoje é dia de Poesia - dia de Adélia Prado:


Aqui, ela mesma, declamando o poema:

Liturgia Cotidiana


Deus poe ordem na minha vida.
Primeiro a gente senta pra conversar,
depois a gente faz a leitura e,
no final, a gente canta um corinho.

Saio pro mundo de coração doido...

Só depois é que me vem todas aquelas coisas
que o Ricardo Ramos sabe dizer
melhor do que eu:


Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina,sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapo. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, telefone, agenda, copo com lápis, canetas, bloco de notas, espátula, pastas, caixas de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetor de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo, xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras. Cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, chinelos. Vaso, descarga, pia, água, escova, creme dental, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.
(Ricardo Ramos) 

sexta-feira, 9 de março de 2012

Esperança

Há dias em que Deus nos quer só pra Ele.
Daí não adianta fugir...
Não adianta ler cinco ou dez capítulos,
porque o que Ele quer, mesmo,
é que a gente fique ali, sentadinho, esperando a sua ordem.
Esperando que Ele nos diga o que fazer,
pra retirar da gente aquelas as preocupações mais insignificantes...
Bons dias são esses, porque daí a gente fica sabendo
que Ele nos ama e que a sua palavra não muda.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Alegria Completa

Nos últimos domingos temos estudado a primeira epístola de João. Em especial os primeiros quatro versículos que tratam sobre a comunhão e da alegria dos crentes. Esse é, mais ou menos, o resumo de nossa aula:

1 João 1. 1-4
O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida
(e a vida se manisfestou, e nós temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada),
o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.
Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa.