quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O Senhor é forte refúgio II

Macanudo #1 - Liniers

Quando olhamos para o primeiro quadro da tirinha, somos levados a prever que o tranquilo e simpático senhor de chapéu irá, inevitavelmente, escorregar e cair na casca de banana. Como se não houvesse uma outra saída para ele. Como se homem tranquilo + casca de banana, fossem = a homem escorregando na casca de banana! Talvez fosse esse o mesmo desejo dos inimigos de Davi, que esperavam, às ocultas, que o Rei se precipitasse e deixasse o seu forte refúgio: o Senhor.

Essa simples equação não deixa de ser realidade, também, em nosso cotidiano. Quantos de nós estamos, muitas vezes, na pele de Davi, ou desse simpático senhorzinho de Liniers, sendo observados a todo momento, à espera de um deslize? Nossos observadores podem não possuir um caráter bélico, ou estar armados com flechas, mas, com certeza, esperam nossa queda e, por conseguinte, a nossa ruína.

Contudo, a nossa esperança é o Senhor! Que ama a justiça, que sonda nossos corações e que nos espera no céu. Ele nos aguarda em seu santo templo, num dia em que contemplaremos a sua face e habitaremos juntamente com Ele. Até lá vamos ficar atentos a nossa vida espiritual, nos desviar do pecado, ou melhor, das cascas de banana,  e testemunhar ao mundo como o nosso Deus é nosso forte refúgio!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Salmo 11 – O Senhor é forte refúgio I


Salmo 11 (ARA)
Davi neste salmo parece revelar a sua total confiança em Deus. Por isso, antes de descrever as ações do ímpios ele estabelece a sua condição: No Senhor me refugio.

Somente então, ele menciona o conselho dado pelos ímpios. Eles descrevem o rei como um pássaro que, em meio ao medo, deve fugir para o monte à procura de abrigo - como se o Senhor não fosse um refúgio seguro, como se Davi devesse buscar, assim como eles, amparo em coisas terrenas.

Mas o rei vê nesses conselhos uma armadilha. Na verdade, o que os ímpios pretendem é derrotar os retos de coração em tempos de fraqueza. Assim, no momento em que eles deixarem o Senhor, o seu refúgio seguro, e se precipitarem em sua própria confiança, os ímpios estarão prontos, com seus arcos preparados, para dispararem contra os retos de coração. Pois eles julgam que se a confiança do justo for abalada, se os fundamentos de sua fé forem destruídos, já não haverá para eles abrigo e proteção.

Mas Davi parece colocar em contraste a descrição feita dos ímpios com a descrição que ele faz do Senhor. Enquanto os ímpios se preocupam em armar emboscadas, o Senhor é o refúgio dos seus justos. Ele está em seu santo templo, no céu, assentado em seu trono, observando atentamente tudo aquilo que fazem os filhos dos homens, tanto os justos como os ímpios.

E não é só isso, os ímpios se precipitam quando se esforçam em enganar os filhos de Deus, porque, na verdade, o Senhor está pondo a prova todos os homens. Aos justos a sua fé, aos ímpios, os frutos da carne (violência, engano etc), frutos que, aliás, Ele abomina. A esses o Senhor trará brasas de fogo, enxofre e vento abrasador - que serão o seu cálice, a sua recompensa.

Mas o Senhor, em sua infinita justiça, levará para junto de si os seus filhos, os justos, que, ao contrário dos ímpios, contemplarão a sua face, a face de Deus, e viverão eternamente em sua glória!